Caros Colegas:
Fronteiras Fluidas! Dois termos aparentemente antagónicos.
Uma Fronteira é um limite que separa duas zonas caracterizadas por fenómenos físicos ou humanos diferentes. Pressupõe-se que é bem definida. Pode ser natural ou artificial ou, até mesmo, convencional. Será um limite? Será uma barreira, um ponto final? Para Kant, o limite circunscreve, enquanto que o ponto proíbe. E se afinal, ela for um estado especial intermédio aos estados que separa e em que cada um desses dois estados sendo bem conhecidos, a passagem de um ao outro fosse desconhecida?
O outro termo, Fluidas, transporta-nos para o terreno do indeciso, do incerto, do vago, o reino do artístico.
Desde os primeiros tempos do homem na Terra, que as dúvidas sobre a existência ocuparam a sua atenção em busca do conhecimento assente na verdade, para além das situações envolvendo risco para a espécie inscrevendo-se no instinto de sobrevivência.
A Ciência actual é caracterizada pelo rigor e pela precisão, mas, como conciliar a sua linguagem formal com a “nossa” linguagem natural, a que utilizamos nas crenças e nos raciocínios da vida quotidiana?
Tomem-se como exemplos, a fronteira do Sistema Solar, a água e o gelo, o animal e o vegetal, o sexo masculino e o sexo feminino, o inato e o adquirido, os estados de consciência, as fronteiras das Neurociências, da Psicologia, da Neurologia e da Psiquiatria, e os Estados-Limite... ?
A consideração dos factores que concorrem para nos fazer adoecer constitui o tema central destas jornadas. Por vezes parece haver factores aleatórios, dependendo de causas não aparentes e que nos fazem pensar na sorte e no azar.
Por tudo isto designamos o tema central das 14as Jornadas de Saúde Mental do Algarve: “Fronteiras Fluidas”.
Esperamos que possa estar presente connosco na reflexão sobre estes temas. Vamos filosofar, no Carvoeiro, em Abril 2010...
Daniel Seabra - Presidente das Jornadas
David Estevens - Presidente da Comissão Executiva
Poster 14as JSMA 2010